
segunda-feira, março 15, 2010
Capacitação Humana

terça-feira, março 09, 2010
A Fabula do Lobo e da Ovelha - versão pós -pós moderna

domingo, fevereiro 28, 2010
A partilha do sensível*

Adriano de Aquino
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
A marcha dos templários
O hiperbolismo tornou-se a maior tortura da vida contemporânea. É impossível visitar uma grande exposição sem ser invadido por musicas temáticas intermináveis, vídeos, documentação iconográfica que, a partir da Grécia clássica, pretende explicar o processo de trabalho de um artista moderno. Textos longos, preenchido de citações intermináveis, impossíveis de ler em pé, colados nas paredes, etc. Essa mania, a titulo de museografia contemporânea, invadiu a vida atual de tal forma que mesmo o simples ato de ir a uma churrascaria comer um naco de carne te obriga engolir contra a vontade, produtos audiovisuais, jogos de futebol, programas de auditório, BBBrasil e todo lixo da comunicação empresarial que berra dos aparelhos de TV espalhados pelos botequins,bares e restaurantes.Não ha digestão que agüente!Um fenômeno similar envolve o individuo que vai a uma grande mostra de arte. Ele sai de lá tão exausto que mal consegue lembrar as obras que viu, admirou ou criticou. Se conseguir sair com os neurônios intactos o visitante dá de cara numa lojinha do museu oferendo réplicas das obras mais consagradas da exposição na forma de souvenir e nos suportes os mais bizarros. Cinzeiros com a estampa de Mona Lisa, candelabros inspirados nas esculturas de Brancusi, porta livros tipo Richard Serra, prendedor de gravatas Salvador Dali e por aí afora.
Silencio!
Ah! Como eu gostaria de voltar à sociedade humana. Onde os indivíduos transitavam soltos por entre os objetos de arte e as coisas do mundo. Sentavam-se nas praças em busca do simples prazer do passeio e para observar pessoas, bichos e vegetação, sem a obrigação de escutar anúncios religiosos ou rádios estridentes. É musica por toda parte!Pior, nenhuma delas ouviria por vontade própria. Não te perguntam se gosta ou se quer ouvir musica naquele momento, afinal você está num shopping center – o mundo é um shopping center! O ambiente seguro e climatizado dos corredores limpos e aromatizados, cercado de vitrines cintilantes, transfere ao individuo a sensação de segurança e o estimula a percorrer os labirintos infindáveis e se deliciar com armadilhas do desejo. Lá fora, distante, as ruas fedorentas e perigosas.
Os museus seguem o modelo. A musica funcional, uma espécie de facilitador para o entendimento do contexto no qual a exposição se insere, se espalha por entre corredores e cantina. Hoje, tem o poder de um pacto do qual você jamais foi consultado.
Gostaria de voltar a sentar num bar pelo prazer da conversa e da boa bebida, sem ser intimado a saber o resultado da ultima rodada. Poder ir a uma exposição, ver obras de arte pelo encanto que a experiência visual me proporciona. Ir a uma grande mostra e ter a possibilidade de me perder e me achar através dos meus próprios olhos. Poder confrontar a riqueza da diversidade criativa sem ser impelido por sons, vozes e orientações onipresentes.
A cultura hiperbólica desintegra o individuo. O que interessa são as mensagens e a eficácia do comandos.
Mundo chato!
domingo, fevereiro 14, 2010
Riqueza Ostensiva - Prazer & Punição

Adriano de Aquino
O que se passa na alma dos artistas de grande visibilidade e alta cotação de preço?
As declarações dos mais notáveis “stars” das artes plásticas me lembram diálogos dos filmes hollywoodianos de quinta categoria.
Tornaram-se celebridades e hoje são ricos. Poderiam apenas dar um bye bye pra plebe e seguir adiante pintando e gerando produtos estéticos variados. Mas, não! São criaturas boas, imbuídas de nobre causa pública. Que merda! Os filmes de quinta categoria não têm grana para pagar o cachê da Bete Davis. Não há perversos na arte pós moderna! Se fossem ao menos espirituosos, tratariam com ironia a fama, a fortuna, seus currículos artísticos e saldos bancários. Ora, diria Dali, não esqueça que a mediocridade intelectual de alguns artistas não lhes permite nem mesmo abandonar a velha culpa cristã. Eles podem ser enormemente ricos e famosos, porém, continuam se sentindo miseráveis e rejeitados pela mãe. Eles clamam por reconhecimento para curar o maldito ser abandonado que habita seu interior. Jamais trepariam diante da cúpula do Vaticano?(dizem que Dali adorava trepar olhando campanários cristãos).
É constrangedor ver "stars" das artes plásticas se justificando na mídia: - “minha obra é expressão artística original e não apenas preço. Minhas obras não são decorativas - a maioria não é mesmo, são feias pra cacete - ou arranjos florais, etc. A tietagem que cerca as celebridades – críticos de plantão, marqueteiros, assessoria de imprensa etc.) põe a língua pra fora e faz careta pra multidão:- Vocês são uns invejosos! Não conseguem aceitar o sucesso alheio!
Em minha opinião as celebridades se estressam demais quando se metem a dar declarações éticas sobre seu sucesso na imprensa. Parece uma síndrome aristocrática oriunda da extrema visibilidade à execração publica na Praça de
Esforçam-se em explicar o sucesso como conseqüência inesperada, oriundo apenas do próprio talento. Nesse ponto da entrevista tombo
Ora, quem se importa com isso? Já que críticos fantásticos - alguns nomes estrangeiros desconhecidos do repórter além de referencias a obras espalhadas em coleções milionárias mundo afora, prêmios, comendas etc. que tem muito mais valor que a consciência, publica ou privada.
É! Dali tem razão.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Exercicio de relativismo cultural
A arte é meu campo de atividade por isso afasto para longe a falta de paciência e me proponho a levantar a poeira que se acumula sobre o acervo de bobagens que se instalou no ambiente artístico.
Na ultima palestra que participei tive a infelicidade de ouvir, de novo, a repetitiva, exaustiva e desinteressante versão particular da verdade. Foi longa e extenuante, se fosse mais curta seria apenas chata. Não reproduzirei aqui para não cansar o leitor. Também, seria desnecessário, é uma retórica bastante comum no meio artístico. Infelizmente, nesse dia fatídico meus neurônios não estavam propícios ao estado alfa. Ouvi, do principio ao fim. Num determinado ponto da dissertação, o tom blasée, típico dos indivíduos que se sentem enfastiados de comunicar a outros suas tramas mentais superiores, me irritou. Não foram as idéias, tenho certeza, era pura tolice, foi seu tom altivo, vaidoso e cheio de si.
Não resisti. Ao final da sua explanação o microfone voltou para a mesa e, não sei porque, pedi a palavra. Já havia falado antes, porém, a verborragia pedante do individuo funcionou como um interruptor nos meus miolos.
Disse eu:
-Sim, entendo! Segundo sua lógica, a verdade não existe. Certo?
-Sim, respondeu ele
-Bem, nesse caso, o que aconteceu com a mentira?
-Ahn!!!???
-Você nunca se colocou essa questão?
-Não!
-Então, seguindo seu raciocínio, se a verdade não existe logo a mentira também deixou de existir. Concorda?
-...!
-Seria incorreto pensar que, para você, a verdade e a mentira têm o mesmo valor?
-...!
-Nesse caso, se são iguais, nada me impede dizer, sem te ofender, é claro, que sua verdade é uma mentira.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Planta baixa dos sentidos artisticos contemporâneos
Afinal, pra que?
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
29 ª Bienal de São Paulo:Mais do mesmo!

sexta-feira, janeiro 08, 2010
Neurônios Ágora- O lugar do afeto
-Pai, por que a obra de um artista fica mais cara depois que ele morre?
O flash de respostas automáticas para filhos estava prestes a ser disparado quando a sensação de que algo mais poderia ocorrer se eu consentisse, tomou conta dos meus sentidos. O acesso ao diálogo aparece veloz como um raio, se não for apanhado pela cauda desaparece tão rápido quanto surgiu. A Ágora, para os gregos da Era clássica, o lugar da palavra, local de múltiplas atividades onde as pessoas conversavam sem que houvesse uma voz dominante, acontece em nossa vida a todo instante sem que às vezes percebamos. Isso porque, no meu entender, a matriz de Ágora se transmutou no correr dos séculos convertendo-se num valioso patrimônio da espécie humana. Por não possuir os contornos físicos de outrora, muitas vezes o acesso aos seus domínios parece invisível. Não vamos mais para Ágora, não trilhamos os caminhos e partilhamos incidentes para chegar a ela. A Ágora se moldou em nossos neurônios e, muitas vezes, não lhe damos a devida atenção.
A pergunta do Antonio atravessava as colunas de Ágora e quase escapava em respostas pré-concebidas quando fui alertado pela enorme banalidade contida no ato de restringir as respostas a sua idade cronológica. Vencida essa premissa iniciamos o dialogo que aqui reproduzo.
_Antonio, existem várias respostas para sua pergunta. Vou me fixar em duas opções para tentar te passar como entendo sua dúvida: a primeira opção é curta e grossa e se reduz ao fato de que hoje em dia o preço das coisas se confunde com valor.
_Não, valor e preço são dois fenômenos distintos. O preço das coisas está ligado a um mecanismo que reúne uma gama de fatores vinculados ao sistema produtivo e ao lucro. Esse mecanismo, fundado nas necessidades de troca de produtos e serviços entre as pessoas, deu origem a complexos conceitos econômicos no correr da historia humana. Por força do habito aprendemos a lidar com esse engenho sem saber muito bem como ele foi construído ou como funciona.Muitos pensadores esmiuçaram esse mecanismo.Um filosofo alemão elaborou uma critica a esse sistema que deu origem ao termo "mais valia",ainda hoje muito debatida. Mas, o que importa é que o poder desse sistema, a tradição arraigada, a falta de tempo ou paciência reduzem a questão para o cidadão comum a dois pólos: caro ou barato. Se for caro, porém, precisarmos ou desejarmos muito, pode-se possuí-lo através do financiamento. Mas, ainda que o financiamento altere a composição do preço falar sobre ele nos levará para longe do objetivo de nossa conversa. O fato é que a formação do preço, via de regra, se basea em procedimentos, formulários, planilhas e indicadores que circundam a rede produtiva e definem seu custo e margem de lucro. Hoje, na pratica você vivenciou o fenômeno do preço versus valor quando ficou em dúvida se comprava o livro que acabou comprando, lembra? Venceu a decisão de comprá-lo porque, gostando do que aquele escritor escreve você resolveu pagar o preço.
_Claro!Só fiquei em dúvida porque estaria com menos notas na minha carteira.
_Exatamente!E, você só comprou porque entendeu que o que aquele escritor escreve tem valor para você, já que o que está escrito numa nota de dinheiro nunca te interessou ler, não é verdade?
_É mesmo!Nem sei o que está escrito numa nota. Só vejo cor e números.
_Pois então, o preço das coisas que rodeiam nosso dia a dia só se torna complicado em circunstancias especificas, sobretudo, aquelas que, ao contrario dos produtos industriais disponibilizados no comercio, tem características únicas. Por exemplo, parte da formação do preço do livro que você comprou tem características similares a de todos os livros fabricados por todas as editoras. Porém, algo de especifico o diferencia dos demais e pode explicar uma parte da questão; seu autor. Os segmentos, industrial e comercial, de um livro são mais ou menos iguais,dependendo, é claro, da qualidade de impressão, do papel usado e demais itens que entram na fabricação e divulgação do livro. Isso significa que acolá do talento do escritor e, em diferente dimensão, o fato de que o preço que ele cobra por sua criação ser um item específico, todos os demais que formam o preço final do livro depende de métodos produtivos mais ou menos parecidos. Depois de pronto e colocado na estante das livrarias a única coisa que o diferencia dos demais, afora o preço e o volume de vendas, é a qualidade literária. Esse predicado não é adicionado a um livro pelo fato de ter bom ou mau acabamento industrial, da popularidade ou a fama do escritor. Um escritor muito famoso tende a vender mais livros que um menos reconhecido, contudo, esse fato não quer dizer que o que vende muitos livros é um escritor esplêndido, superior aos demais. Porém, a grande vendagem de um autor aumenta a quantidade de livros a serem impressos e distribuídos. Esse procedimento torna um determinado livro um objeto com maior visibilidade e, por conseqüência, mais ambicionado que outros. Mecanismos alheios a qualidade da escrita podem subitamente tornar um livro de baixa qualidade literária em best- seller atraente para o publico e lucrativo para as editoras. Contudo, nenhum desses fatores é expressão inconteste do valor de uma obra literária.
_Por que não?
_ No inicio da conversa disse que preço e valor são coisas diferentes.
_É, disse!
_Você entendeu meu comentário de como o preço se cola sobre as coisas?
_Entendi!
_O vinculo dos escritores com a indústria editorial e as formas de circulação do livro desenham a fronteira na qual o escritor ganha seu sustento. É nesse lugar onde se organiza o preço de seu trabalho. Se carecer de mais grana para viver ele terá que escrever em jornais, revistas, dar aulas ou fazer conferencias. Na maior parte dos casos, fazer tudo isso numa só vida. Isso quer dizer que o resultado econômico de seu trabalho principal, ou melhor, o preço de seu trabalho criativo, estará sempre ligado ao contrato com seu editor e a venda dos seus livros. Os escritores não produzem objetos que escorregam para uma alternativa que admita uma oscilação, para cima, dos preços praticados pelas livrarias e do qual seja o único beneficiado, Alguns exemplares de uma edição magnífica podem até se tornar raridades e,quando adquiridos por colecionadores, atingir grandes somas. Todavia, os escritores não estarão vivos ou, se estiverem, não receberão nem um tostão por isso. Espero que essas considerações sobre a formação do preço tenham sido claras.
_Entendi sim!
_Já o valor da obra de um artista independe dos fatores relacionados ao preço. Digo isso porque o valor, ao contrario do preço, é gerado dentro nós, se processa no cerne da nossa consciência e é fruto das múltiplas experiências que vivenciamos desde o nascimento. Nossa visão do mundo se reflete numa lente interior, digamos assim, que vai se ajustando à medida que vamos coletando sensações, experiências, talentos e saberes vida afora. Consciência e valor são, portanto, irmãos gêmeos, poderia dizer que são extensões de um mesmo ramo molecular. As causas externas são fatores cruciais na formação de valor de uma pessoa porque agem diretamente no desenvolvimento da própria consciência. A consciência que nos possibilita escolher o que avaliamos como precioso se expande à medida que nos emancipamos das normas herdadas, da tutela de terceiros e das fórmulas consagradas . Num sentido figurado, consciência e valor atingem melhor desempenho quando se fundem na forma de uma fita circular, sem rupturas ou emendas. No ambiente onde se desenvolve o valor/consciência a fusão preço/valor se desintegra e as doutrinas dos arautos da verdade absoluta tornam-se ecos distantes,parecidos com os gestos e berros dos feirantes. A arte, a ciência, a filosofia, a religião, a ideologia, a historia, a política e todas as abas do pensamento se acumulam num dique que chamamos cultura. Nas fissuras da parede de contenção vivem os artistas. É lá que surgem as belas e inquietantes obras de arte. Quando um artista morre um desses vazamentos se fecha. Suas obras se tornam raras e, por uma serie de razões, mais cobiçadas. Essas coisas acontecem porque a matriz que as gerou não mais existe. Como nunca sabemos o que fazer quando algo que nos abastecia deixa de existir, abrimos um gargalo automático a fim de substituir de modo simplificado nossa admiração. Então, a obra do artista morto é cultuada de diversas maneiras, dentre elas a do preço que se torna mais alto do que quando ele vivia. Eu diria que isso é nada mais que um culto onde se tenta mesclar coisas díspares a fim de transferir significado elevado para o dinheiro e dar prosseguimento a um código simples que exprime um conceito equivocado: quanto maior o preço melhor a arte. Como o ser humano é um bicho fascinado por cultos e o culto ao dinheiro hoje é soberano, essa pratica persiste. Deu pra entender?_Um pouco, estava prestando atenção em outra coisa.
terça-feira, dezembro 22, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Brincando de Deus

quinta-feira, dezembro 17, 2009
Estamos salvos!

quarta-feira, dezembro 16, 2009
O músculo mais forte do corpo humano é a lingua

No menu nacional a tradição impera. Os pratos mais requisitados são sempre os mesmos.Todos de reconhecida toxidade :Tornedor a la Temer, Tostado de Arruda, MST provençal, Mexilhões ao estudante rebelado,Arrumadinhos do Senado,Posta de Sarney fessandée,Pizza de CPIs, Lula a la Maitre d’hotel. No menu internacional : Cosidos a la Ahmadinejad, Al Gore gratinado etc.Esses pratos, temperados ao gosto do chef de edição, interferem consideravelmente na digestão do consumidor.
Um sinal de alerta me induzia alcançar a mesa onde repousava meu EEBook.Se conseguisse, poderia acessar outras fontes.Reuni forças e abri as páginas virtuais. Penetrei na blogosfera e respirei aliviado ao dar de cara com delicioso artigo de Ivan Lessa- Caetano Veloso e outras curiosidades- no site da BBC, que coloca,qual um Diderot contemporâneo, a influência dos almanaques na formação da minha geração.Se a Enciclopédia de Diderot foi um passo importante em direção ao Iluminismo,porque não admitir que o Almanaque tenha surtido grande efeito na formação da geração pós segunda grande guerra?Num viés diferente,raso e muito objetivo, a cultura dos Almanaques mostra sua potencia na forma de atuação de alguns ícones da pós-modernidade. O grupo de cientistas e intelectuais que contribuíram com Diderot na elaboração da Enciclopédia (aqui Sennett entra na discussão) “pautavam pelo método de experimentação e erro.(...)esse processo seguia um caminho que ia dos muitos erros para número de erros menor,num constante e progressivo aperfeiçoamento através da experiência..(...)”Faça-se aprendiz e produza maus resultados para tornar-se capaz de ensinar aos outros como produzir bons resultados”.Os maus resultados induzirão as pessoas a raciocinar com mais afinco,e assim melhorar.”
Para os companheiros de Diderot, os criadores do Almanaque seriam figuras antagônicas
antagônicas dado que seus verbetes são afirmações peremptórias de verdades inúteis e, maior parte das vezes, inócuas para a formação de um sentido critico sobre si próprio.Porém,é aceitável a ideia de que a cultura do Almanaque consolidou o mito do marketing.
Lessa nos lembra em seu artigo que a controvérsia provocada por Caetano Veloso na entrevista em que chamou o presidente Lula de “analfabeto”, “cafona” e “grosseiro” era um instrumento dessa lógica com objetivo de nos assegurar uma coisa: vem aí lançamento de show, disco ou DVD dele mesmo.
Entre outras curiosidades, Lessa informa que Almanaque divulgou uma pesquisa, sem referências precisas, que conclui: “O músculo mais forte do corpo humano é a língua”.
Depois dessa deliciosa passagem visitei as paginas do Facebook,Twitter e blogs e me voltou a sensação de que o sabor das palavras e das idéias é alimento melhor digerido por consumidor exigente.
terça-feira, dezembro 15, 2009
A grande farsa do Aquecimento Global 1
O maciço fluxo de informações "quentes" sobre a agenda de Copenhagen (acompanhe debate ao vivo na CNN/ YT com Kofi Anana,Thomas Friedman,somado a milhares de artigos ja produziram um consideravel "congelamento" de ideias.O aquecimento global tornou-se unanimidade global.Nessas horas é bom pensar que nem tudo está tão gelado.Existem opiniões bem fundamentadas que contestam o aquecimento. Postar de novo esse video é uma forma de retardar o derretimento mental.
sábado, dezembro 05, 2009
Oscar versus Al Gore e os achaques da imprensa

Um telão fantástico, ferramentas virtuais de ponta e o ancora do show de auditório O aquecimento global abre a tabula rasa do novo milênio: "Uma verdade inconveniente"
O filme foi um sucesso, rendeu milhões de dólares de bilheteria, abocanhou vários prêmios, inclusive um Oscar, agora contestado por dois membros da academia. Esse fato passaria distante das manchetes não fosse o assanhamento de uma corrente do jornalismo que posiciona na direita toda contestação aos “movimentos unânimes”, projetados em laboratório por grupos poderosos e influentes. Assim impresso,todo aquele que contesta, seja cientificamente, politicamente ou economicamente a “verdade inconveniente” é automaticamente fichado como membro ativo da direita. O imaginário popular é afetado, em grande parte, pelos achaques da imprensa. Al Gore, no papel de Noé da “esquerda”, tornou-se o apóstolo do aquecimento global. Amparado por forte esquema empresarial, uma produção de imagem impecável e blindado pela imprensa, Al Gore, o homem verdade, representa o BEM. Os autores de sérios trabalhos científicos contra o consenso do aquecimento global, os depoimentos de políticos envolvidos com a maquinação da “farsa” climática, bolada na Inglaterra dos anos Thatcher, se tornaram invisíveis, representam o MAL para a grande imprensa. Qualquer voz dissonante se tornou uma peça do discurso da direita. Ideologia! É isso que importa. Conhecimento e questionamentos tornaram-se, de um tempo para cá, um empecilho ao grande projeto da nova ordem global.
“Uma manobra da “direita”. Esse é o viés da matéria que divulgou o argumento dos dois membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que pediram que o Oscar concedido ao documentário "Uma verdade inconveniente", de Al Gore, seja retirado. O argumento dos membros da academia que contestam o prêmio concedido ao documentário que se baseia em afirmações sobre o clima que, segundo eles, estariam erradas, não tem nenhuma importância. A matéria nem ao menos pergunta o que estaria errado nas afirmações de Al Gore. Apenas registra que os membros da Academia de Hollywood são ligados a “direita” e se basearam no fato de que cientistas da uma universidade inglesa revelaram ter manipulado dados sobre o aquecimento global. Essa denúncia veio à tona em meados de novembro, depois que hackers roubaram milhares de emails de cientistas de clima que sugerem que houve manipulação de dados.
Quem assistiu ao documentário A Farsa do Aquecimento Global, produzido pela BBC (postado no You Tube) e que passou quase despercebido pelo grande publico, teve oportunidade de conhecer as opiniões bem embasadas de varias personalidades cientificas e políticas que contestam os argumentos expostos como “verdade” por Al Gore. Curioso é que nenhum canal de televisão nos EUA e na America Latina exibiram o documentário.
O espetáculo não pode parar sob o risco de o dinheiro mudar de destino. Por isso o diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês), Rajendra Pachauri, disse que o caso de East Anglia( a instituição envolvida na denuncia) deve ser investigado para que "nada fique sob o tapete". Pachauri, no entanto, disse que mesmo que tenha havido manipulação na universidade isso não muda em nada o conhecimento que se tem sobre o aquecimento global.
Quando o dinheiro é grande, manipulação se torna uma VIRTUDE.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Como? Poder atômico para todos?

Após a calma introdução Lula se empolgou, elevou o tom e deu assas a sua habitual confusão mental. A gravidade do assunto requer muita prudência, não é um tema para exibição de demagogia populista. Quando a tradução simultânea despertou a chanceler alemã da lenga lenga lulista Ângela Merkel tirou os olhos de Lula e vagou pela audiência,por vezes mirando o chão enquanto Lula,entusiasmado com o que falava, apontado os dois indicadores para Merkel,mandou sua mensagem: “e que os Estados Unidos desativem as suas [bombas], que a Rússia desative as suas, porque a autoridade moral para a gente pedir para os outros não terem é a gente também não ter”.
Realmente!O cérebro de Lula não vislumbra as conseqüências de suas falas. Ele deve crer que o desarmamento nuclear das potencias seria um fato “milagroso” prontamente correspondido pelas nações que hoje desenvolvem um programa nuclear, como a Coréia do Norte e o Irã. Ele deve ter pensado também no plano de desarmamento elaborado por Rubem Cezar e seu Vivo Rio, que gastou milhões de reais num plebiscito que em nada contribui para redução da violência no país. Ao contrario, indicadores revelam um crescimento acentuado do trafico de armas e de crimes.
O pior de tudo na fala de Lula foi o desconhecimento inaceitável de um fato polemico. Em 1975 o Brasil firmou um acordo nuclear com a Alemanha. O acordo determinava transferência de tecnologia e construção de nove usinas nucleares, administradas pela Nuclebrás. Na ocasião os países do hemisfério sul protestaram contra a pretensão atômica dos generais que governavam com mão de ferro o país. É impressionante que os ativistas diplomáticos; Marco Aurélio Garcia e seu subordinado direto Celso Amorim não alertaram Lula para a fortíssima oposição do governo dos Estados Unidos contra o projeto atômico brasileiro. Vejam que naquela ocasião a posição do governo militar foi mais dura,objetiva e determinante contra os opositores do programa brasileiro do que os anúncios inócuos e disparatados de Lula a favor do projeto nuclear (pasmem) do Irã. Em 1977, a posição brasileira em defesa do projeto nuclear se acirrou a tal ponto,dizem alguns, que levou a ditadura a romper o Acordo Militar Brasil - Estados Unidos. Perto desse episodio desafiador as intenções do lado “esquerdo” do cérebro de Lula dão margem a especulações sobre sua simpatia com a escalada nuclear do Irã. Sem duvida trata-se de uma confusão mental temerária e inconseqüente.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Rupert Murdoch: "O bom jornalismo é uma commodity cara"

