sexta-feira, janeiro 23, 2026

 Um dos personagens culturais mais instigantes dos últimos dois anos é um criador que usa IA como suporte para sua arte.

Seu nome artístico é King Willonius .
Recentemente,zapeando plataformas digitais de música, o video que ilustra esse post apareceu para mim.
Escutei e fiquei fascinado.
De imediato pensei se tratar de compartilhamento público de algum velho colecionador de ritmo blues/soul disposto a divulgar um artista pouco conhecido da era de ouro da gravadora Motown Records e suas subsidiárias como a Gordy Records,dedicadas exclusivamente a artistas negros.
Porém, a irreverencia poética 😌 " Kanye tuitando de novo" logo informa que se trata de uma paródia.,
Afinal,quem era ou melhor quem na verdade É King Willonius?
Melhor coisa a fazer era consultar a IA .
Esse cara existe como gente ou é só um bot de IA?
Gemini respondeu: Sim, King Willonius é uma pessoa real que ficou conhecido por criar música e conteúdo usando inteligência artificial.
Quem ele é: Willonius Hatcher é um comediante e criador de conteúdo humano real, não um bot de IA.
Ele se descreve como um "homem renascentista moderno" que trabalha na interseção entre IA,criação e entretenimento.
Na composição musical "BBL Drizzy": Willonius usou o gerador de música por IA Suno para criar a faixa.
Embora a voz e a música tenham sido geradas por IA, Willonius escreveu a letra, o que lhe rendeu uma porcentagem dos direitos autorais da música.
Contexto do Reddit: Muitos usuários do Reddit discutiram se a música era "real" em subreddits como r/hiphopheads e r/KendrickLamar, esclarecendo que, embora a música tenha sido gerada por IA, ela foi criada por um humano (Willonius).
Willonius é um comediante de stand-up e programador autodidata que começou a se concentrar em ferramentas de IA durante as greves de Hollywood em 2023.
Para King Willonius — cujo nome verdadeiro é Will Hatcher — o sucesso de "BBL Drizzy" serviu como a recompensa gratificante por meses de experimentação com ferramentas de IA.
Em 2023, Hatcher estava tentando se firmar como roteirista de comédia em Los Angeles quando a greve dos roteiristas começou, cancelando as reuniões de apresentação que ele havia agendado com agentes e empresários. Para ocupar o tempo e se desafiar, Hatcher começou a usar ferramentas de IA por mais de oito horas por dia: criando trailers de filmes com o Runway, imagens fantasiosas com o MidJourney, apresentações de projetos com o ChatGPT e novas músicas com o Udio e o Suno. "Tudo se abriu para mim: senti que agora tinha os recursos para criar qualquer coisa que pudesse imaginar", disse Hatcher à TIME.
Desde então, Hatcher tem criado conteúdo irreverente e absurdo em "velocidade máxima", incluindo um trailer épico para seu conceito de filme de ficção científica afrofuturista "The Lickback Renaissance" e uma música soul baseada em um trecho de áudio de Kamala Harris.
Para "BBL Drizzy", Hatcher inseriu letras ironicas sobre Drake no programa de IA Udio, criando mais de cem versões diferentes em vários gêneros, incluindo gospel, yacht rock e K-pop. "Já fiz gravações musicais tradicionais, mas este processo é o mais divertido que já tive", afirma. “Você não precisa de um monte de gente diferente para criar algo dinâmico — e isso é realmente empoderador para um introvertido.”
Fundamentalmente, Hatcher acredita que essas ferramentas de IA podem ser uma dádiva para criadores negros e outros grupos de pessoas sub-representadas nas telas e que nunca tiveram os recursos para alcançar suas ambições. “É algo empoderador quando você vê alguém como você ou alguém da sua comunidade fazendo coisas incríveis”, diz ele. “Quero criar coisas que façam as pessoas sonharem mais alto.”
O uso de IA por Hatcher já o levou a um novo patamar de notoriedade e oportunidades
Na sua entrevista a TIME ele comenta sobre o medo e o ódio à IA nas comunidades intelectuais e artísticas.
Mas ele reconhece que sua ascensão pessoal está ligada as ferramentas tecnológicas e softwares de música como o Pro Tools. "Provavelmente havia algumas pessoas que diziam: 'Você precisa de uma orquestra'", diz ele. "Mas a resposta é: não, eu só quero apertar botões e produzir sons."